Comentários ao malparado no crédito habitação e crédito ao consumo

crédito malparadoO crédito malparado ou de cobrança duvidosa, voltou a aumentar em Outubro. O grau de incumprimento na economia portuguesa continua a aumentar para níveis memoráveis, pela negativa, entenda-se.

A fasquia atingida em Outubro constituiu o valor mais alto em quinze anos, ou seja, desde que o Banco de Portugal começou a registar estes valores.

No total de crédito a particulares, que inclui o crédito habitação e o , o montante qualificado como de cobrança duvidosa, atingiu 5031 milhões de euros.

Desses 5031 milhões de euros, 2229 milhões dizem respeito a crédito à habitação e 1539 milhões são referentes a crédito ao consumo, para os mais variados fins: despesas imprevistas, eletrónica de consumo, crédito automóvel, créditos para estudar, crédito para o lar, etc, ou seja, o que aqui no blog designamos como crédito pessoal.

Quando analisados estes montantes em termos absolutos, o “buraco” do crédito habitação é bem maior que o do crédito pessoal, mas olhando sob uma perspetiva mais correta, ou seja, em termos relativos, no crédito pessoal, o peso do crédito de cobrança duvidosa em relação ao total de financiamento concedido nesta modalidade, perfaz 11.4%, ao passo, que no crédito à habitação “apenas” 2.02 por cento dos empréstimos são considerados malparado.

Leitura que confirma que as famílias em dificuldades financeiras começam por deixar de pagar o crédito ao consumo e só depois, o crédito para a aquisição de casa.

Mas o leitor já estará farto de nos últimos tempos ouvir falar da tendência crescente do crédito malparado, e de todo não o podemos censurar se não estiver mais para ler ou ouvir falar sobre esta realidade.

Nem nós. O que motivou estarmos aqui a dar mais uma notícia deste género, não foi o facto em si, a que estamos atentos obviamente, mas sim aos comentários anónimos que tivemos oportunidade de ler no Público referentes a mais este aumento do malparado.

Uma vez que ao sermos detentores de um espaço como este, nem sempre podemos dizer o que nos apetece com todas as letras a que temos direito, e como qualquer um de nós pode fazer nos seus círculos pessoais, decidimos transcrever algumas opiniões.

Entendam estas opiniões destes leitores anónimos como tendo conseguido da nossa parte total compreensão e alguma simpatia, agora precisamente que o Natal está aí.

 

Bem haja aos portugueses que aguentam os cortes

É lamentável que estejamos a atingir os números mais elevados de sempre em matéria de incumprimento bancário. Tomara que estas pessoas recuperem rapidamente, porque todos fazem falta à Economia.

É extraordinário o esforço que estamos a fazer para “tocar o barco para a frente”, os 96.27% de portugueses que apesar de terem visto cortadas grossas fatias dos seus rendimentos, continuam a cumprir com as responsabilidades que contraíram.

Malparado é roubo duplo do Desgoverno

Não existe “crédito mal parado”, existem sim montantes, que dada a ganância dos agiotas legalizados, são impagáveis. Os portugueses já que estão a ser esmifrados nos seus parcos e honestos rendimentos para “socorrerem” quem os rouba descaradamente com a total cobertura da classe política, podre, diga-se de passagem.

Os portugueses têm que optar para não pagarem duas vezes.

Assim se o “desgoverno” os rouba, não devem ser roubados duas vezes. Sugiro que ninguém pague mais nada …