Seguros desnecessários para proteção a cartões de crédito

Seguros desnecessários para proteção a cartões de crédito

Bancos indemnizam clientes por seguros desnecessáriosTreze bancos britânicos, entre os quais o Barclays e o Lloyds, vão ter de pagar cerca de 1.5 mil milhões de euros, em compensações aos clientes a quem foram vendidos seguros que supostamente cobriam eventuais furtos relacionados com cartões de crédito.

Segundo revelou a Autoridade de Conduta Financeira (FCA) britânica, hoje mesmo, o grupo de 13 bancos britânicos os já referidos Lloyds e Barclays, mas também o HSBC, e o Royal Bank of Scotland.

Todos irão agora ter que financiar um programa de compensações, não se sabendo a parte da responsabilidade de cada um, já que o regulador britânico não deu qualquer informação nesse sentido. 

A Autoridade de Conduta Financeira justifica a decisão salientando que o CPP Group, a empresa que fornecia este tipo de seguros aos bancos em questão, não comunicou aos clientes das instituições, que as consequências que poderiam advir de um eventual furto relacionado com os cartões de crédito já estavam cobertas para perdas até 100 mil libras, pelos próprios bancos.

Esta compensação vem agora juntar-se a outra de 15.5 mil milhões de libras, fruto da venda de seguros de proteção de pagamentos a clientes que não tinham qualquer necessidade deste tipo de proteção.

Segundo a FCA, o envolvimento dos bancos e dos emissores dos cartões de crédito, reflete o facto dos clientes terem sido conduzidos aos produtos do CPP Group, devendo dessa forma, essas instituições partilharem as responsabilidades, restabelecendo a ordem natural das coisas.

Cerca de sete milhões de clientes que compraram este tipo de seguros desde 2005 poderão agora ser ressarcidos, reivindicando a devolução do dinheiro empregue em tais seguros.

A indemnização deverá ser incrementada com o juro devido (um prémio de 8%).

Espera-se que estes valores sejam devolvidos já no início de 2014.

Qualquer semelhança da atuação deste regulador britânico com o nosso, é “pura coincidência”.

E o leitor? O que acha desta medida? Desejaria ver no Banco de Portugal este tipo de defesa dos seus interesses enquanto cliente e consumidor?

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